Olhando a vida lá fora...
Hoje tive uma experiência interessante... e como tudo que me desperta a consciência eu gosto de partilhar aqui... lá vai:
Mais um dia comum... saio para trabalhar com meu noivo e me despeço dele na minha estação pedindo a Deus que o acompanhe até seu local de trabalho e permaneça com ele o dia todo. Eu chego na lanchonete que gosto, para começar meu dia com um bom café da manhã sentada em uma mesa estratégica que me dá uma boa visão da rua para observar a vida passar enquanto saboreio um café com leite quentinho. E noto na praça em frente, uma senhora que carregava aquelas carroças cheias de papelão. Só pela força da necessidade é que ela carregava aquele peso enorme. Eu vi ela sentando no banquinho onde havia um homem sentado também. Ele olhou para ela, pegou a bolsa e saiu de perto. Ela pegou os papelões e forrou o banco todo, colocou uma bolsa na ponta do mesmo e deitou em meio ao sereno.
Não sei porque, mas me veio uma necessidade de pedir um pão na chapa para viagem e entregar para ela. Sabe quando uma vozinha te pede insistentemente alguma coisa e se você não atende, ela te acompanha o dia todo???? Pois é...
Mas não comprei o pão na chapa e fui para o trabalho.. passei perto dela e o meu coração foi acelerando de um jeito doido como se estivesse em uma maratona e a voz mais alta pedindo para eu fazer alguma coisa, qualquer coisa por ela. E é nessas horas que você se sente testado... na minha mente eu dizia: " Mas e se eu fizer esse gesto e ela achar que estou humilhando ela?", "e se ela me botar pra correr?"... "e se... e se..." tanta coisa... tanto medo que paralisa.
Acabei passando direto e a voz se calou.. apenas ouvi um " você teve chance de fazer algo...."
Pensa em como me senti.... uma humana desalmada..aff!
Cheguei no trabalho e aquilo me incomodando porque eu não tive coragem de chegar nela, talvez porque sou uma medrosa mesmo... Aí fiz o impensável... peguei um pão e voltei lá. Mesmo com receio de não ser bem recebida... não ia ter paz hoje se não fizesse isso. Eu abordei ela e ela acordou assustada. Eu pedi desculpas e disse que a havia visto da lanchonete, pedi que não achasse que eu fosse maluca ou algo do gênero e que aceitasse o que eu tinha pra ela. Ela realmente me olhou como se eu fosse uma doida. Mas eu tive uma vontade de chorar imensa. Me lembrei de quando participava do grupo de perseverança da igreja na adolescência e fui num dia com meus colegas do grupo fazer um dia de macarronada e sair entregando para os moradores de rua de Santo Amaro, onde conheci muitas histórias de vida e uma senhorinha que até hoje me marcou. Bem idosa, de cabelos branquinhos e olhos azuis claros. Com ela não me contive, abracei forte.
A Senhora de hoje me agradeceu e eu voltei para o trabalho. A voz?... se calou.
Mas nunca me senti tão testada como hoje.
E ficou uma reflexão... na mesa ao lado na lanchonete, uma mulher reclamando que o namorado tinha dado um vestido de uma marca que ela não gostava... mas poxa! não ganhou a roupa? aceita cacildes!! Tanta gente querendo apenas um canto para repousar a mente, sem o direito de sonhar com roupa normal que dirá de marca e quem ganha uma, nunca se contenta.
Eu tive a necessidade de fazer esse gesto hoje, não que fosse coisa nobre ou o que quer que seja que passe na cabeça de quem lê isso, mas só consegui me sentir em paz depois de ter perdido o medo e conversado com a senhora da praça.
Agradeço a Deus por esses momentos onde tenho a oportunidade de estar mais perto dele e aprender sempre algo mais. Preciso apenas ser menos medrosa quando ouço essa voz me pedindo para agir.
O que ficou na minha mente ao pegar o elevador foi: " Uma boa intenção não é nada se não for seguida de ação."
Mais um dia comum... saio para trabalhar com meu noivo e me despeço dele na minha estação pedindo a Deus que o acompanhe até seu local de trabalho e permaneça com ele o dia todo. Eu chego na lanchonete que gosto, para começar meu dia com um bom café da manhã sentada em uma mesa estratégica que me dá uma boa visão da rua para observar a vida passar enquanto saboreio um café com leite quentinho. E noto na praça em frente, uma senhora que carregava aquelas carroças cheias de papelão. Só pela força da necessidade é que ela carregava aquele peso enorme. Eu vi ela sentando no banquinho onde havia um homem sentado também. Ele olhou para ela, pegou a bolsa e saiu de perto. Ela pegou os papelões e forrou o banco todo, colocou uma bolsa na ponta do mesmo e deitou em meio ao sereno.
Não sei porque, mas me veio uma necessidade de pedir um pão na chapa para viagem e entregar para ela. Sabe quando uma vozinha te pede insistentemente alguma coisa e se você não atende, ela te acompanha o dia todo???? Pois é...
Mas não comprei o pão na chapa e fui para o trabalho.. passei perto dela e o meu coração foi acelerando de um jeito doido como se estivesse em uma maratona e a voz mais alta pedindo para eu fazer alguma coisa, qualquer coisa por ela. E é nessas horas que você se sente testado... na minha mente eu dizia: " Mas e se eu fizer esse gesto e ela achar que estou humilhando ela?", "e se ela me botar pra correr?"... "e se... e se..." tanta coisa... tanto medo que paralisa.
Acabei passando direto e a voz se calou.. apenas ouvi um " você teve chance de fazer algo...."
Pensa em como me senti.... uma humana desalmada..aff!
Cheguei no trabalho e aquilo me incomodando porque eu não tive coragem de chegar nela, talvez porque sou uma medrosa mesmo... Aí fiz o impensável... peguei um pão e voltei lá. Mesmo com receio de não ser bem recebida... não ia ter paz hoje se não fizesse isso. Eu abordei ela e ela acordou assustada. Eu pedi desculpas e disse que a havia visto da lanchonete, pedi que não achasse que eu fosse maluca ou algo do gênero e que aceitasse o que eu tinha pra ela. Ela realmente me olhou como se eu fosse uma doida. Mas eu tive uma vontade de chorar imensa. Me lembrei de quando participava do grupo de perseverança da igreja na adolescência e fui num dia com meus colegas do grupo fazer um dia de macarronada e sair entregando para os moradores de rua de Santo Amaro, onde conheci muitas histórias de vida e uma senhorinha que até hoje me marcou. Bem idosa, de cabelos branquinhos e olhos azuis claros. Com ela não me contive, abracei forte.
A Senhora de hoje me agradeceu e eu voltei para o trabalho. A voz?... se calou.
Mas nunca me senti tão testada como hoje.
E ficou uma reflexão... na mesa ao lado na lanchonete, uma mulher reclamando que o namorado tinha dado um vestido de uma marca que ela não gostava... mas poxa! não ganhou a roupa? aceita cacildes!! Tanta gente querendo apenas um canto para repousar a mente, sem o direito de sonhar com roupa normal que dirá de marca e quem ganha uma, nunca se contenta.
Eu tive a necessidade de fazer esse gesto hoje, não que fosse coisa nobre ou o que quer que seja que passe na cabeça de quem lê isso, mas só consegui me sentir em paz depois de ter perdido o medo e conversado com a senhora da praça.
Agradeço a Deus por esses momentos onde tenho a oportunidade de estar mais perto dele e aprender sempre algo mais. Preciso apenas ser menos medrosa quando ouço essa voz me pedindo para agir.
O que ficou na minha mente ao pegar o elevador foi: " Uma boa intenção não é nada se não for seguida de ação."

Comentários
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Achou legal? Odiou ? Não tem idéia?...
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