Quando se chuta a rotina...
Era para ser só mais um Sábado onde eu tinha muito para resolver e pouca disposição para tal...
Caio da cama já sem sono ás 07:00 hrs e levanto pensando o que será do meu dia com o humor tão pouco disposto a risos... Tomo um café básico e como a casa já estava limpa porque graças a minha mudança de horário no trabalho, eu consigo deixar as coisas do jeito que quero no meio da semana e tenho meus findis livres para o que mais eu quiser... Olho para o cesto e vejo um pouco de roupa da semana mais os uniformes de trabalho me esperando para lavá-los. E fui dar conta deles antes que esmorecesse. Quando termino tudo o que preciso, penso em ir às casas Bahia, também conhecida como “Casas Oxente” pra ver algumas coisas necessárias para deixar meu cantinho mais funcional e menos bagunçado, e mal formulo o pensamento, minha prima bate no portão me chamando para cair na estrada porque a chamaram para ir a um Sítio perto de Bragança com carona e tudo. Meus lábios já estavam para formular um NÃO, quando me dou conta de que era disso que precisava. Disse que em uma hora estaria na casa dela com uma mochila nas costas. Nem ela acreditou, porque não sou tão impulsiva, ainda mais quando se trata de ir a um lugar que não conheço... Mas não quis me dar chance de pensar. Era a oportunidade que esperava. Sair sem destino conhecido.
Não me arrependi. A estrada cheia de curvas da Fernão Dias e o vento do interior batendo em meu rosto iam me dando uma ideia do que encontraria ao chegar lá. Encontrei poucos familiares reunidos e o que mais eu ansiava... uma paisagem linda que me tirasse o fôlego e a mente de circulação por algum tempo.
Eu estava no alto de uma montanha olhando para um vale sem fim. Parecia que Deus havia estendido uma enorme colcha de retalhos verdes. Minha alma ficou em paz. Um sentimento de contentamento sem igual. Isso porque cheguei lá na parte da tarde e iria embora no dia seguinte... Ao amanhecer do domingo, me levantei as 06:30. A casa estava silenciosa com seus moradores entregues ao sono, eu saí para a varanda de fininho, peguei uma rede, me sentei e esperei o sol nascer. A visão mais emocionante que tive. O som da vida animal despertando ao alvorecer, os pássaros procurando comida no pátio bem a minha frente, sem o menor medo. E um vale nebuloso ao longe, que ia se mostrando verde conforme o sol tocava na grama e desprendia a neblina. O mais espetacular foi o sol saindo detrás da montanha e iluminando meu rosto em cheio, como se dissesse “Bom dia”. Senti-me tocada pela paisagem e me dei conta do quanto estava me sentindo ferida sem ter noção da profundidade do corte. Brotou sem querer uma oração silenciosa, agradecendo pela visão que se descortinava a minha frente. Porque pelo meu sim, tive a oportunidade de conhecer um pequeno pedaço do paraíso destinado apenas a quem se arrisca de vez em quando.
Estou ficando mal acostumada com isso. Voltei para casa mais cedo, vim cochilando no ônibus e peguei um trânsito daqueles passando por Atibaia... acordei com o rapaz que sentou do meu lado vendo um filme no note dele. E pelo resto da viagem insone, fui assistindo junto porque ele teve a gentileza de colocar legenda para que eu pudesse acompanhar.
Mas tudo o que é bom, tem o péssimo hábito de durar pouco. Mal chego a capital e tudo o que rondava a minha mente, foi voltando aos poucos. Minhas insatisfações, minhas coisas para resolver. Mas tudo bem, porque depois de ter visitado o paraíso, eu reuni mais serenidade e paciência para resolver tudo o que aparecer. O que não for da minha alçada, eu já entrego nas mãos de Deus e vou fazendo o que ele sabe que posso resolver.
Ando impaciente, irônica e pessimista além do normal. Me odeio quando fico assim. Não bastasse todo o feminismo inerente a minha personalidade que tem me feito esquecer o quanto sou melhor que isso, ainda tenho ciência do estado estressado em que me encontro.
Mas ninguém nunca me verá sendo grosseira ou mal educada. Meu estresse é do tipo calado. Eu desconto em outras coisas. Arrumando minha casa, por exemplo... Me mato de limpar e depois de tudo limpo, um bom banho para relaxar a mente e o corpo. E de quebra degusto algum doce para adoçar a vida e sossegar alguma suposta TPM...rsrs
Mas essa viagem me fez bem. Limpei o peito da poluição de Sampa, limpei as vistas com o vale que se descortinou a minha frente e limpei a mente de coisas improdutivas que me estagnam quando a tpm varia para o modo carência ON...
Se eu conseguisse isso uma vez por mês... cair na estrada pelos interiores da vida. Eu seria a mulher mais realizada desse mundo. Mas cada dia é um dia. Por ora basta que eu tenha conhecido mais uma cidade...rs
Caio da cama já sem sono ás 07:00 hrs e levanto pensando o que será do meu dia com o humor tão pouco disposto a risos... Tomo um café básico e como a casa já estava limpa porque graças a minha mudança de horário no trabalho, eu consigo deixar as coisas do jeito que quero no meio da semana e tenho meus findis livres para o que mais eu quiser... Olho para o cesto e vejo um pouco de roupa da semana mais os uniformes de trabalho me esperando para lavá-los. E fui dar conta deles antes que esmorecesse. Quando termino tudo o que preciso, penso em ir às casas Bahia, também conhecida como “Casas Oxente” pra ver algumas coisas necessárias para deixar meu cantinho mais funcional e menos bagunçado, e mal formulo o pensamento, minha prima bate no portão me chamando para cair na estrada porque a chamaram para ir a um Sítio perto de Bragança com carona e tudo. Meus lábios já estavam para formular um NÃO, quando me dou conta de que era disso que precisava. Disse que em uma hora estaria na casa dela com uma mochila nas costas. Nem ela acreditou, porque não sou tão impulsiva, ainda mais quando se trata de ir a um lugar que não conheço... Mas não quis me dar chance de pensar. Era a oportunidade que esperava. Sair sem destino conhecido.
Não me arrependi. A estrada cheia de curvas da Fernão Dias e o vento do interior batendo em meu rosto iam me dando uma ideia do que encontraria ao chegar lá. Encontrei poucos familiares reunidos e o que mais eu ansiava... uma paisagem linda que me tirasse o fôlego e a mente de circulação por algum tempo.
Eu estava no alto de uma montanha olhando para um vale sem fim. Parecia que Deus havia estendido uma enorme colcha de retalhos verdes. Minha alma ficou em paz. Um sentimento de contentamento sem igual. Isso porque cheguei lá na parte da tarde e iria embora no dia seguinte... Ao amanhecer do domingo, me levantei as 06:30. A casa estava silenciosa com seus moradores entregues ao sono, eu saí para a varanda de fininho, peguei uma rede, me sentei e esperei o sol nascer. A visão mais emocionante que tive. O som da vida animal despertando ao alvorecer, os pássaros procurando comida no pátio bem a minha frente, sem o menor medo. E um vale nebuloso ao longe, que ia se mostrando verde conforme o sol tocava na grama e desprendia a neblina. O mais espetacular foi o sol saindo detrás da montanha e iluminando meu rosto em cheio, como se dissesse “Bom dia”. Senti-me tocada pela paisagem e me dei conta do quanto estava me sentindo ferida sem ter noção da profundidade do corte. Brotou sem querer uma oração silenciosa, agradecendo pela visão que se descortinava a minha frente. Porque pelo meu sim, tive a oportunidade de conhecer um pequeno pedaço do paraíso destinado apenas a quem se arrisca de vez em quando.
Estou ficando mal acostumada com isso. Voltei para casa mais cedo, vim cochilando no ônibus e peguei um trânsito daqueles passando por Atibaia... acordei com o rapaz que sentou do meu lado vendo um filme no note dele. E pelo resto da viagem insone, fui assistindo junto porque ele teve a gentileza de colocar legenda para que eu pudesse acompanhar.
Mas tudo o que é bom, tem o péssimo hábito de durar pouco. Mal chego a capital e tudo o que rondava a minha mente, foi voltando aos poucos. Minhas insatisfações, minhas coisas para resolver. Mas tudo bem, porque depois de ter visitado o paraíso, eu reuni mais serenidade e paciência para resolver tudo o que aparecer. O que não for da minha alçada, eu já entrego nas mãos de Deus e vou fazendo o que ele sabe que posso resolver.
Ando impaciente, irônica e pessimista além do normal. Me odeio quando fico assim. Não bastasse todo o feminismo inerente a minha personalidade que tem me feito esquecer o quanto sou melhor que isso, ainda tenho ciência do estado estressado em que me encontro.
Mas ninguém nunca me verá sendo grosseira ou mal educada. Meu estresse é do tipo calado. Eu desconto em outras coisas. Arrumando minha casa, por exemplo... Me mato de limpar e depois de tudo limpo, um bom banho para relaxar a mente e o corpo. E de quebra degusto algum doce para adoçar a vida e sossegar alguma suposta TPM...rsrs
Mas essa viagem me fez bem. Limpei o peito da poluição de Sampa, limpei as vistas com o vale que se descortinou a minha frente e limpei a mente de coisas improdutivas que me estagnam quando a tpm varia para o modo carência ON...
Se eu conseguisse isso uma vez por mês... cair na estrada pelos interiores da vida. Eu seria a mulher mais realizada desse mundo. Mas cada dia é um dia. Por ora basta que eu tenha conhecido mais uma cidade...rs
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Achou legal? Odiou ? Não tem idéia?...
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