Senta que lá vem história...
Hoje eu acordei pensando em coisas passadas.
Acho que registrando essa história de um passado não tão distante eu consiga estar mais no presente...
Eu tinha meus 12 anos e como a maioria das garotas dessa idade, sonhava em ser aceita como era (gordinha e atrapalhada... rsrs).
Naquela época, eu estava estudando a noite e era ( ainda sou) uma CDF típica. Eu fiz amizade com um rapaz que veio a se tornar alguém muito especial em minha vida.
Na verdade, eu não fui com a cara dele no começo, pois implicava com minha roupa sem nem me conhecer direito... Eu usava um short vermelho, pois era um calor danado e uma blusa rosa grande o suficiente para cobrir até as coxas...não gostava de me mostrar...rsrs e ele implicava porque eu ficava puxando a blusa, pois como usava mochila, a blusa embolava na parte de trás e subia direto.Eu sendo muito tímida não queria ninguém de olho na minha retaguarda...rsrs.
Não vou citar nomes, pois seria muito óbvio e só quem tem que saber o nome sou eu e ponto...
Mas o tempo passou e quisera Deus, eu realmente não sei, comecei a gostar da companhia daquele cidadão mesmo ele sendo irritante a maior parte do tempo.
Comecei a sentir falta quando ele não aparecia na escola (pois é, ele estudava no mesmo horário que eu naquele ano... 2 séries acima), ou simplesmente não o via na brincadeiras de fim de semana que tínhamos em comum naquela época, que era jogar bola ou andar de bike...
Fiquei seriamente preocupada, pois não queria estragar uma amizade bacana com um melindre emocional que eu nem sabia a proporção que iria tomar nos anos seguintes.
O engraçado de mim aos 12 anos, é que era um pouco madura demais em alguns aspectos da vida. Minha família vive dizendo até hoje que já nasci adulta... tive que aprender a superar algumas coisas com muito humor e sarcasmo para não afundar ou ficar maluca.
Mas, voltando a história...
Eu me apaixonei por ele. Lindo...maravilhoso... agora a pior parte: era platônico!
Ou não, eu realmente nunca vou saber.
Ainda nesse ano em que o conheci, eu fui do paraíso ao inferno com as provocações dos amigos e das supostas amizades que deram em cima dele. Um dia, num acesso de ciúmes, era uma noite que eles chamavam de "Agita São Paulo" onde os alunos praticavam esportes (os casais do colégio adoravam escorar as pobres árvores da escola..rs), eu assisti meu próprio irmão "ajeitá-lo" como diziam para uma colega da minha sala.Nunca chorei tanto como nesse dia.
Jurava que odiaria meu irmão mais velho até hoje... só desculpei pois ele tem uma filha linda que é o sol dos meus dias...rs.
Engraçado foi que, quando voltávamos para casa nesse dia, ele me perguntou no meio do caminho se eu estava bem e eu disse "sim", mas na verdade eu queria gritar que estava tudo errado e dizer o que eu sentia, porém como já era uma observadora, me segurei, pois já vi muitas dizerem o que sentiam e seus pretensos saírem correndo. E como adolescente é medroso e inseguro, fiquei calada.
E houve outras oportunidades, como na noite em que estava chovendo e meu irmão e uma colega me jogaram para debaixo do mesmo guarda-chuva que ele.
Quisesse o destino que naquela mesma noite numa aula (acreditem) tediosa de ciências eu me pegasse escrevendo minha primeira poesia, e a guardei no meu bolso da blusa ao invés de no caderno. Ao ser "sutilmente" jogada para debaixo do guarda-chuva dele, fiquei muito quieta e ele deve ter estranhado, pois eu era sempre muito falante...e de tanto ele insistir em saber o que eu tinha, acabei entregando minha poesia.Não me pergunte porquê.Simplesmente entreguei e sai correndo na chuva até em casa...
Juro que me xinguei de todos os nomes e queria sumir para nunca mais aparecer na escola na semana seguinte.Mas como era CDF, lá estava eu na segunda-feira na porta da escola.Não aconteceu nada demais desde então.
Fico imaginando como ele deve ter me achado uma doida naquele dia em que entreguei a poesia e sai correndo como se tivesse jogado uma bomba na mão dele...rsrs.
Não notei nenhuma mudança em seu comportamento, ele continuou o mesmo amigo de sempre.
Eu teria muitos outros micos, encontros e desencontros para colocar aqui. Mas acho que já escrevi demais e o resto a própria pessoa deve recordar, embora a memória masculina deixe muito a desejar nesses quesitos... rsrsrs
Comecei a brecar o que eu sentia, quando resolvi me declarar (outro ato de suicídio... rs) e o ouvi dizer que não era alguém pra se gostar...Aí resolvi transformar a todo custo meus sentimentos em uma amizade mesmo distante.Não consigo odiá-lo por não me corresponder e sei que nem devo.Então comecei a torcer para que tudo em sua vida desse certo mesmo eu não estando presente e que eu conseguisse tocar o barco da minha vida em paz.
Já era para eu ter colocado este post antes...mas a internet não tem sido minha amiga ultimamente...rs e depois de muito considerar, achei que trazendo á tona de certa forma o que guardava a sete chaves, me sentiria mais livre e com mais espaço na mente e no coração...DIVIDIR É SEMPRE MAIS LEVE.
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